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A acupuntura vai além da agulha: trajetórias de formação e atuação de acupunturistas

Artigo escrito por: Marcelo Felipe Nunes, José Roque Junges, Tonantzin Ribeiro Gonçalves e Monique Adriane Motta.

Resumo: O objetivo deste estudo foi analisar as trajetórias de formação e a atuação profissional de acupunturistas. Trata-se de estudo de natureza qualitativa, baseado no referencial metodológico das narrativas de histórias de vida. Participaram oito profissionais de saúde — cinco homens e três mulheres —, graduados em enfermagem, fisioterapia e medicina, que utilizavam a acupuntura a partir da perspectiva
da medicina chinesa (MC) e que responderam a entrevistas semiestruturadas. A análise das narrativas
resultou em três categorias centrais: busca por novas racionalidades em saúde; adentrando no universo da acupuntura; a acupuntura vai além da agulha. Observou-se que a busca pela acupuntura foi motivada pela insatisfação com a formação inicial no paradigma biomédico. A trajetória de formação na acupuntura foi gradativa e envolveu profunda inserção na racionalidade da MC, devido à complexidade de sua proposta terapêutica, o que os levou a entender que a inserção da agulha representa a confluência de diversos aspectos da racionalidade, não podendo ser reduzida a mera aplicação técnica. Nesse sentido, aponta-se a necessidade de discutir a formação desses profissionais e sua atuação no Sistema Único de Saúde, bem como a aplicabilidade da perspectiva biomédica de pesquisa nos estudos sobre acupuntura.

A acupuntura vai além da agulha – trajetórias

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